Dolly – A Boneca Maldita

Com uma estética setentista remetendo ao giallo, Dolly, no original, é um filme para quem tem estomago. Seu terror é muito mais galgado no grotesco e no gore do que em algum tipo de ambiência assutadora. Aqui, o mistério envolvendo os personagens fica secundário em comparação ao desconforto das cenas mostradas quase que sem intervalos.

Dirigido e roteirizado por Rod Blackhurst (Caminhos de sangue), a trama é baseada no curta “Babygirl” (2022). A história remete um pouco à “Noites Brutais” (2022) de Zach Cregger, e segue Macy (Fabianne Therese) e seu namorado que ao fazerem uma trilha onde pretende a pedir em casamento se deparam com uma esdrúxula figura com máscara de boneca. Macy precisa se deixar ser adotada pela criatura enquanto tenta sobreviver.

Embora visualmente conquiste excelência, o roteiro é um pouco fraco, trazendo personagens com motivações pouco criveis e histórias rasas. Aqui encontra-se gore por gore, o que entrega entretenimento garantido à quem é fã deste subgênero do terror, porém pode incomodar quem faz questão de uma trama redondinha com personagens extremamente gostáveis. Apesar da finalgirl aquém, o filme nos deixa à beira do acento em cada cena.

Mesmo sendo um filme independente, contou com produção da gigante Schudder, e seu pequeno elenco contém alguns atores conhecidos como Seann William Scott de American Pie, e Ethan Suplee de My Name is Earl.