Parque do Inferno

Parque do Inferno (Hell Fest)

Eua, 2018. 89 min.

Direção: Gregory Plotkin

Com: Reign Edwards, Bex Taylor-Klaus, Amy Forsyth, Christian James, Matt Mercurio, Roby Attal.


 

Alguns filmes de horror se baseiam na seguinte premissa: encurralar um número específico de pessoas em um local à mercê de algo que ameace suas vidas. Este estilo fica mais efetivo quando o lugar é uma área de divertimento, de prazer e alegria onde a principal brincadeira é “assustar”. Tobe Hooper sabia disso, quando realizou em 1981 o cultuado “Pague para Entrar, Reze para Sair” (The Funhouse) onde quatro adolescentes são ameaçados por um maníaco deformado em um trem fantasma. Na época o filme foi duramente criticado por abusar dos clichês, mas anos depois Hooper declarou que a edição final foi bastante prejudicada pela censura imposta pelos estúdios.

Parque do Inferno” (Hell Fest no original) bebe da mesma fonte de Hooper sem nenhuma pretensão de apresentar alguma novidade, mas o seu maior êxito é a sua simplicidade tanto no roteiro como nos personagens.

Na trama, um grupo de adolescentes resolve visitar um parque de diversões de terror e acabam cruzando com um assassino mascarado disfarçado como uma das atrações do local.

Após as apresentações formais o grupo segue para o parque onde as fantasmagóricas atrações se confundem com a realidade. Aqui o clichê é usado de forma efetiva, afinal é um evento onde “levar sustos” é o divertimento principal, portanto os “jump scares” soam vibrantes e afinados com a narrativa. O diretor Gregory Plotkin se redime dos erros de seu filme anterior, o fraco “Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma” de 2015 e entrega um slasher bem arrematado repleto de bons sustos e um nível satisfatório de gore. O enredo equilibra a suspensão da realidade sem o irritante alívio cômico transformando “Parque do Inferno” em um dos melhores entretenimentos desta temporada.