Marty Supreme
Levemente baseado em uma história real, Marty Supreme se destaca nesta temporada de premiações principalmente pela brilhante atuação do camaleônico Shalamê, que mais uma vez figura entre os grandes concorrentes a estatueta de ouro de melhor ator e levou para casa o Globo de Ouro de melhor ator de comédia ou musical. O longa contou também com merecidas indicações à melhor filme, roteiro e atriz coadjuvante para Odessa A’zion (Hellraiser). O elenco feminino rouba à cena em diversos momentos, especialmente com Odessa, mas também com a personagem de Gwyneth Paltrow, que andava um pouco sumida, e a eterna Nanny, Fran Drescher, como nunca vista antes.
A trama aborda a vida de um jovem trapaceiro recheado de talento. Marty (Timothée Chalamet) é um vendedor de sapatos com veia de inventor, que sonha ser jogador profissional de tênis de mesa, para concluir seus objetivos ele será capaz de mentir, enganar, roubar e até mesmo arriscar sua própria vida. Apesar dos pesares, Marty não é de todo mal, o que nos leva a torcer por suas vitórias.
O filme é capaz de manter o espectador na beira do assento em desespero pelo malabarismo do protagonista que equilibra a vida alheia como se fossem pratos, sensação similar a causada por “Joias Brutas” (2019) dos irmãos Ben e Josh Safdie, o que não é mera coincidência, uma vez que o diretor é do próprio Josh, que também, co-assina o roteiro com Ronald Bronstein
A resposta para a pergunta: Existiu um Marty Mauser é ambígua. Sim e não. Marty Mauser especificamente e a vida que é narrada em tela não existiram, porém, o enredo é baseado em um pouco conhecido livro autobiográfico sobre Marty Reisman, um showman e tenista de mesa profissional com fama de trapalhão que conseguiu a façanha de ser o mais velho campeão do esporte nos Estados Unidos, aos 67 anos.
