O Beijo da Mulher Aranha
Este título ficou extremamente conhecido com o filme de 1985 do saudoso Héctor Babenco (Meu Amigo Hindu). Esta primeira versão cinematográfica contou com atuação da brasileira Sonia Braga (Dama do Lotação). A história original veio de um livro, publicado em 1976 por Manuel Puig. Envolto na onda dos musicais da Broadway que viraram filmes como Wicked e Cats, chega aos cinemas está versão do diretor Bill Condon (Crepúsculo), bem diferente do trabalho de Babenco em 85, fazendo lembrar M. Butterfly de David Cronenberg
A trama se passa na Argentina e gira em torno de dois companheiros de cela, Molina (Tonatiuh Elizarraraz) e Valentin (Diego Luna), previamente interpretados respectivamente por William Hurt e Raul Julia. Em um cenário pavoroso, numa prisão que desconhece direitos humanos a amizade entre esses dois opostos começa a florescer, enquanto o sonhador Molina passa seus dias narrando ao cético revolucionário Valentin sobre seu filme favorito, um musical protagonizado por Ingrid Luna (Jennifer Lopes) que na versão anterior era Braga. Ambas as histórias se misturam e se confundem de forma tocante e dramática.
O longa é sobre companheirismo, relações e humanas e definitivamente uma ode ao cinema espetáculo, em especial, os musicais, deixando as questões revolucionarias tão aparentes no enredo original apenas como pano de fundo. O filme funciona pela sensibilidade, transições, atuações e cores, e falha apenas ao não ter uma música marcante que lhe valesse um lugar no panteão de grandes trilhas sonoras cinematográficas.
