Com o final da série de grande sucesso “Spartacus”, os fãs ficaram órfãos. Doze anos depois, quando foi anunciada uma espécie de continuação, “Spartacus: House of Ashur”, a comoção foi enorme e, como era de se esperar, também as cobranças.

A premissa é bem mais fantasiosa que a de sua série matriz, seguindo as desventuras do protagonista Ashur, que, na trama original, foi vilão e adversário da revolução espartana. Apesar disso, o roteirista Steven S. DeKnight conseguiu trazer Ashur (Nick E. Tarabay) de cara nova, tirando um coelho da cartola. Conseguiram fazer com que o público se apaixonasse e torcesse por ele.

A trama é bastante linear, com maior diversidade, e insere personagens extremamente carismáticos, como o novo Doctore, Korris, interpretado por Graham McTavish (Outlander), Celadus (Dan Hamill) e a nova gladiadora, Achillia (Tenika Davis). Tudo flui de forma harmônica, com mortes ao estilo gore, romances, traições e tudo de que os fãs mais gostam no gênero. A grande falha da produção veio da premissa inicial apresentada logo nos primeiros minutos: na série anterior, Ashur foi decapitado. Eis que, ao chegar ao inferno de Hades, sua ex-domina, também já morta, Lucretia (Lucy Lawless), intercede por ele, concedendo-lhe voltar ao reino dos vivos, onde o general Crasso lhe concede os bens de Batiatus. Assim, Ashur ascende, vai de escravo a dominus, porém com muito preconceito e sabotagem dos romanos por ser sírio.

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Apesar da premissa inicial, que é um grande deslize em termos de verossimilhança, a série é extremamente cativante, deixa quem a assiste roendo as unhas e ávido por mais. Infelizmente a Star decidiu não dar continuidade. Porém, temos possibilidade de retorno, uma vez que o roteiro já estava pronto e algumas outras produtoras estão negociando sua salvação, como foi feito com Cobra Kai. Resta aguardar, mas, apesar disso, vale a pena assistir às desventuras de Ashur, nem que seja como se fosse uma minissérie.