Foi dada a largada da temporada de ícones do terror em forma de série. O feito já havia acontecido em 2013, com Bates Motel, contando uma suposta origem de Norman Bates, e, no mesmo ano, com Hannibal. Hoje, é possível conferir Carrie, a estranha e Crystal Lake. Ambas as histórias se propõem a ser uma espécie de prequel. Enquanto Carrie, de Mike Flanagan, utiliza a história de Stephen King, adaptada magistralmente por Brian De Palma para o cinema em 1976, apenas como uma ideia, "Crystal Lake", apesar de apresentar uma origem nova e desdobramentos que não aparecem nos filmes, se insere de forma mais fluida nos originais.

"Carrie, a estranha" narra as experiências de Carrietta na era do smartphone. Uma menina e sua mãe são encontradas depois que o patriarca da estranha família morre. Carrie, então, é obrigada a sair de casa pela primeira vez na vida e frequentar a escola. Muito animada com tudo, acaba sofrendo bullying e cyberbullying enquanto tenta driblar uma mãe rigorosa, acertadamente interpretada por Samantha Sloyan (Greys Anatomy)

Muito mais uma história de bruxa do que uma narrativa focada nas habilidades surpreendentes de uma moça traumatizada, inocente e perturbada, como na versão com Sissy Spacek, a série pode incomodar o fã que busca mais fidelidade. Contudo, ao abandonarmos completamente os originais, Carrie se mostra uma excelente série, misturando drama teen com terror e suspense. Assim como o sucesso Wandinha, que cai muito mais em um Harry Potter humorado do que na famosa Família Addams.


 Já Crystal Lake segue as desventuras de Pamela Voorhees, interpretada pela maravilhosa atriz Linda Cardellini. A série, pelas mãoes de Brad Caleb Kane (IT - Bem -Vindo a Derry) parece um presente para o fã preciosista, que encontra nela diversos easter eggs e que, apesar de modificar um pouco a história que conhecemos de Jason e sua mãe apresentados na franquia Sexta-Feira 13, ainda mantém bastante de sua essência. Mesmo quando apresenta algo que não estava nos originais, não parece avesso ao que conhecemos, apenas um complemento que não nos foi informado nos filmes. Com personagens carismáticos e indumentárias perfeitas para a época retratada, não é difícil se apaixonar e torcer pela vilã e vítima Voorhees.






Ambas as séries são apostas certeiras por motivos diferentes!