Há muita melancolia na vida, nosso dia a dia é repleto de rotinas maçantes necessárias, já que tivemos que desistir dos sonhos e colocar os pés no chão, entrar na vida real. “Paterson” é um longa dirigido por Jim Jarmuch (Amantes Eternos) que mostra bem este cotidiano rotineiro de forma um pouco triste, conformista, melancólica, porém, sem apelação alguma.
Adam Driver (Star Wars) é apenas mais um Paterson na cidade de Paterson, sim, o personagem é homônimo a cidade em que vive. Um motorista de ônibus que todos os dias acorda, come cereais com leite, vai ao trabalho e deixa as horas passarem, mais à noite, passeia com seu cachorro e vai até um bar onde toma uma ou duas cervejas, conversa sobre assuntos corriqueiros com as mesmas pessoas e volta pra casa.
Apesar de não ser um elenco tão pequeno assim, este filme é composto basicamente por três personagens: Paterson, sua esposa Laura (Golshfteh Farahani) e o “caderno secreto”. Vamos desmembrar os personagens citados para que não haja confusão. Laura é uma sonhadora que chega a exagerar, assim como a maioria das pessoas, não tem talento algum, mas quer ser artista, quer ser especial e até um pouco mimada, pulando de sonho em sonho na esperança de ser muito famosa. Enquanto isto, Paterson, que é super pé no chão, contenta-se em ser apenas um motorista de ônibus, apesar de ter um enorme talento para escrever poesias. Ele escreve seus poemas no caderno secreto, sem a menor pretensão de um dia publicá-los, e deixa a vida passar enquanto presta atenção na conversa dos passageiros e, curiosamente, vive dando de cara com gêmeos (fato que não faria a menor diferença se não existisse na história).
Há, aqui, uma excelente atuação de Driver, a quem nós conhecemos de um trabalho de mediano à fraco em "Star Wars", vimos crescer em “Silêncio” e, agora, vimos brilhar em Paterson. Há ainda uma grande dupla entre atuação e direção. Acho que podemos ficar de olho em Adam, acredito que ele ainda vai nos trazer muita coisa boa.
Este com certeza é um filme triste e melancólico sem mostrar nenhuma tragédia.
Paterson
Há muita melancolia na vida, nosso dia a dia é repleto de rotinas maçantes necessárias, já que tivemos que desistir dos sonhos e colocar os pés no chão, entrar na vida real. “Paterson” é um longa dirigido por Jim Jarmuch (Amantes Eternos) que mostra bem este cotidiano rotineiro de forma um pouco triste, conformista, melancólica, porém, sem apelação alguma.…

Há muita melancolia na vida, nosso dia a dia é repleto de rotinas maçantes necessárias, já que tivemos que desistir dos sonhos e colocar os pés no chão, entrar na vida real. “Paterson” é um longa dirigido por Jim Jarmuch (Amantes Eternos) que mostra bem este cotidiano rotineiro de forma um pouco triste, conformista, melancólica, porém, sem apelação alguma.
Adam Driver (Star Wars) é apenas mais um Paterson na cidade de Paterson, sim, o personagem é homônimo a cidade em que vive. Um motorista de ônibus que todos os dias acorda, come cereais com leite, vai ao trabalho e deixa as horas passarem, mais à noite, passeia com seu cachorro e vai até um bar onde toma uma ou duas cervejas, conversa sobre assuntos corriqueiros com as mesmas pessoas e volta pra casa.
Apesar de não ser um elenco tão pequeno assim, este filme é composto basicamente por três personagens: Paterson, sua esposa Laura (Golshfteh Farahani) e o “caderno secreto”. Vamos desmembrar os personagens citados para que não haja confusão. Laura é uma sonhadora que chega a exagerar, assim como a maioria das pessoas, não tem talento algum, mas quer ser artista, quer ser especial e até um pouco mimada, pulando de sonho em sonho na esperança de ser muito famosa. Enquanto isto, Paterson, que é super pé no chão, contenta-se em ser apenas um motorista de ônibus, apesar de ter um enorme talento para escrever poesias. Ele escreve seus poemas no caderno secreto, sem a menor pretensão de um dia publicá-los, e deixa a vida passar enquanto presta atenção na conversa dos passageiros e, curiosamente, vive dando de cara com gêmeos (fato que não faria a menor diferença se não existisse na história).
Há, aqui, uma excelente atuação de Driver, a quem nós conhecemos de um trabalho de mediano à fraco em "Star Wars", vimos crescer em “Silêncio” e, agora, vimos brilhar em Paterson. Há ainda uma grande dupla entre atuação e direção. Acho que podemos ficar de olho em Adam, acredito que ele ainda vai nos trazer muita coisa boa.
Este com certeza é um filme triste e melancólico sem mostrar nenhuma tragédia.