Os 3 Infernais é a terceira parte de uma trilogia que começou em 2003 com A Casa dos 1000 Corpos, e que logo depois em 2005, teve uma continuação chamada de Rejeitados pelo Diabo. Confesso não ter visto o primeiro (erro de caráter), mas eu consegui ver o segundo na época e lembro de ter gostado demais. Senti medo e asco dos personagens principais e queria ter uma sensação parecida ao ver essa terceira parte, que infelizmente não me agradou do jeito que eu queria.

Sinopse: “Os irmãos Baby e Otis Firefly conseguem fugir da prisão com a ajuda de seu meio irmão Winslow Coltrane. Porém, durante a fuga, eles executam um líder do crime mexicano, Rondo (Danny Trejo). Agora, os três estão a solta cometendo uma série de assassinatos aleatórios em direção ao México prontos para mais um banho de sangue.”

https://www.youtube.com/watch?v=gPPPhZN1Li4

Já tenho que começar comentando uma importante mudança na formação desse trio de assassinos violentos. Infelizmente, o ator Sid Haig que vivia o terrível líder do grupo, Captain Spaulding, não pôde gravar, pois estava hospitalizado. Ele veio a falecer um pouco depois após uma infecção pulmonar resultante de uma queda grave, mesmo assim, ainda conseguiu gravar algumas cenas, tendo uma participação especial no longa. Devido a esse infortúnio, o roteiro teve que ser todo reescrito as pressas, e foi decidido que o novo membro do trio seria o meio irmão de Otis, chamado Winslow Coltrane, vivido por Richard Brake, (Doom: A Porta do Inferno).

Não sei se esse acontecimento foi o suficiente para baixar a qualidade do roteiro, mas a verdade é que o achei muito fraco e com uns clichés de filme Z. Ver o mundo romantizando os assassinos nem me soa tão absurdo assim nos dias de hoje, mas ver como isso é colocado aqui, me deixa mal. O mundo louco, a violência extrema e sem propósito, junto com personagens super caricatos (como o diretor da penitenciária com um bigode ridículo e um anão de tapa olho) e com um México extremamente cliché me incomodaram demais (parece que o México comemora o Dia dos Mortos os 365 dias do ano).

Posso dizer que o longa é dividido em 2 partes. A primeira parte nos mostra como Otis (Bill Moselye) e Baby (Sheri Moon Zombie, que também é casada com o diretor) irão escapar da prisão e a segunda mostra a família de assassinos chegando no México para começar uma nova vida. A primeira parte é ok, pois nos mostra o quão cruéis eles são e tudo o que são capazes de fazer por puro sadismo, lembrando muito o seu filme anterior. A segunda parte é para se apagar da história, pois eles são quase levados a status de herói, o que para mim torna tudo muito errado. Era para odiarmos eles e não ficarmos torcendo como se fossem pessoas boas em busca de redenção.

Infelizmente, para mim ele não foi satisfatório e acabei o filme triste com o que eu vi, de acordo com o que eu estava esperando. Não sei se a mudança no roteiro foi o suficiente para piorar tanto assim, mas acabou longe do que esperava. Recomendo somente para os que viram os filmes anteriores e para os verdadeiros amantes do trash. Gosto da direção do Rob Zombie (que também assina o roteiro), mas não foi o suficiente para segurar o longa