No ano passado, fomos apresentados a "Hereditário", que erroneamente, foi chamado por muitos de o melhor terror da década. Quando o diretor e roteirista anunciou seu próximo longa do mesmo seguimento, a expectativa ficou alta, felizmente, Ari Aster não decepciona. Nos entregando uma obra mais completa, complexa e artística do que a anterior. Em "Hereditário", temos praticamente dois filmes diferentes, já que a narrativa muda completamente a partir de um fato trágico, aqui, também temos um acontecimento forte que nos faz sentir o estomago revirar, porém, a partir de então o filme ganha ritmo mais intenso sem mudar.
Sinopse: "Dani e Christian formam um jovem casal americano com um relacionamento prestes a desmoronar. Mas depois que uma tragédia familiar os mantém juntos, Dani, que está de luto, convida-se para se juntar a Christian e seus amigos em uma viagem para um festival de verão único em uma remota vila sueca. O que começa como férias despreocupadas de verão em uma terra de luz eterna toma um rumo sinistro quando os moradores do vilarejo convidam o grupo a participar de festividades que tornam o paraíso pastoral cada vez mais preocupante e visceralmente perturbador. Da mente visionária de Ari Aster surge um conto de fadas cinematográfico encharcado de pavor onde um mundo de escuridão se desdobra em plena luz do dia."
https://www.youtube.com/watch?v=eHnomtWCLM0&feature=youtu.be"Midsommar" (solstício solar), é sobre jovens que viajam para a Suécia para participar de uma espécie de festival, lá encontram um culto de hábitos estranhos e belos que os cativa. Mesmo com o choque cultural eles acabam adentrando aquele mundo cada vez mais.
Em várias cenas somos informados do que irá acontecer a seguir, para perceber é preciso ter o olho muito treinado para não perder estas informações que inicialmente parecem jogadas soltas e corriqueiras mas que fazer todo o sentido mais a frente. O bizarro e o belo se contrastam e se fundem o tempo todo. Estamos acostumados ao medo se passar no escuro, aqui, o horror encontra-se em plena luz do dia.
As majestosas fotografias dão um show, onde beleza e grotesco se intercalam, e muitas vezes, se fundem em um mesmo frame. Um filme redondo, onde a trama faz sentido, a narrativa é linear e sabemos logo do ponto de vista de quem estamos vendo a história.




