A primeira coisa que fazemos ao ver um remake de um clássico é querer comparar com o original, mas prometo que não farei isso. Vou julgá-lo como um filme novo qualquer sobre vingança, afinal temos dezenas de filmes em cartaz que o nome poderia ser “Desejo de Matar” também. Após essa pequena análise noto como as pessoas gostam desse tipo de tema, incluindo eu. Acredito que o que atrai as pessoas para esse tipo de história deve ser a catarse final, quando o seu ódio está acumulado e queremos simplesmente ver o nosso “herói” se vingar. Infelizmente não consegui sentir toda essa emoção.
Sinopse: “Após ter sua casa invadida e esposa assassinada por bandidos, Paul passa a acompanhar a polícia nas investigações para capturar os criminosos. Em poucos dias ele percebe que a polícia jamais encontrará os assassinos. Sem opções, ele terá que se aventurar por caminhos obscuros em uma jornada pessoal em busca de justiça.”
https://www.youtube.com/watch?v=nAvhwmWf0B8Confesso que no início fiquei meio confuso de onde se passa a história. Ao começar mostra bem que é Chicago, mas poderia ser muito bem Rio de Janeiro pelo tamanho de violência que cerca a cidade. Por isso esse longa tem um ponto positivo para mim que é o fato dele ser bem atual, criando discussões válidas que temos no nosso dia a dia. Esse filme reforça o discurso de extrema direita onde bandido bom é bandido morto e que qualquer pessoa pode levar uma arma e matar a seu bel prazer pois estará fazendo justiça. Até onde podemos fazer justiça sem morrerem pessoas inocentes no processo? Discurso que é discutido muito durante o longa, mas que no final é deixado para lá. O que vale aqui mesmo é só a diversão, uma pena.
Não creio que ele foi feito para discussões desse tipo, acredito mesmo que ele foi feito para diversão. Pegando esse último aspecto eu não posso negar que ele o cumpre. A direção de Eli Roth (O Albergue) fica latente nas cenas de morte, onde o gore aparece e o inusitado se transforma quase que em uma comédia pastelão, vide a cena da bola de boliche que salva o protagonista em uma cena pra lá de vexatória. Temos aqui também uma boa influência de Paul Verhoeven, principalmente nas cenas dos comerciais onde o surreal se torna produto e até que paramos e pensamos: “gostaria de ter isso também”. Esses comerciais sempre me fizeram a alegria em filmes como Robocop e Tropas Estelares.
No final, achei que ele poderia ter sido melhor aproveitado. A discussão é válida, mas não leva a lugar nenhum. O personagem do Bruce Willis (Duro de Matar) não recebe nenhuma punição, o que deixa a pensar que é fácil assim mesmo. Não deixa de divertir o espectador, mas poderia sem bem melhor. Talvez eu esteja sendo o cara chato que fica esperando mensagens fortes em filmes de vingança sem pretensão alguma para a realidade. No final, ele se torna apenas isso, uma fuga da realidade.
